|
| Relatório em Versos |
| |
O Delegado de Polícia Reinaldo Lobo, de Riacho Fundo, Distrito Federal, Professor de Direito na Universidade Federal de Goiás, relatou um Inquérito Policial em versos, porém antes que fosse remetido à Justiça, a Corregedoria devolveu determinando que a redação do relatório fosse ajustada. Segundo os corregedores, os documentos devem obedecer a critérios técnicos e legais da norma vigente, haja vista tratar-se de um instrumento formal das investigações da Polícia Judiciária. O fato ocorreu em Agosto de 2011.
Reinaldo Lobo acredita que herdou o dom da poesia do avô, um amante da literatura e não redigiu novo relatório, passou para um colega fazê-lo.
Sobre o ocorrido transmitiu uma mensagem aos colegas:
“A redação oficial tem sua vantagem
Por várias razões deve ser a regra
Só não entendemos o porquê não de uma trégua
Se queríamos apenas transmitir uma mensagem.
Essas horas eu queria ser um mago
Bolar uma essência e depois dar um trago
Experimentar e sentir um mundo com menos formalismo
Que deixe aflorar um pouco do nosso idealismo”.
Délio Lins e Silva, conselheiro da OAB/DF apoiou o Delegado: "Em uma delegacia de polícia, onde se apuram as misérias humanas, encontrar um delegado que se inspire e faça versos é muito interessante. Um exemplo. Para mim, é um artista. O relatório não tem brincadeira. Ele relatou muito bem que o cara é criminoso e o enquadra onde tem que enquadrar. Ele apenas transformou a rigidez dele em versos. No relatório, o delegado cumpriu o dever dele absolutamente bem. Vou até registrar na OAB uma moção de aplausos para ele.”
VEJA O RELATÓRIO
“Já era quase madrugada Neste querido Riacho Fundo Cidade muito amada Que arranca elogios de todo mundo
O plantão estava tranquilo Até que de longe se escuta um zunido E todos passam a esperar A chegada da Polícia Militar
Logo surge a viatura Desce um policial fardado Que sem nenhuma frescura Traz preso um sujeito folgado
Procura pela Autoridade Narra a ele a sua verdade Que o prendeu sem piedade Pois sem nenhuma autorização Pelas ruas ermas todo tranquilão Estava em uma motocicleta com restrição
A Autoridade desconfiada Já iniciou o seu sermão Mostrou ao preso a papelada Que a sua ficha era do cão Ia checar sua situação O preso pediu desculpa Disse que não tinha culpa Pois só estava na garupa
Foi checada a situação Ele é mesmo sem noção Estava preso na domiciliar Não conseguiu mais se explicar A motocicleta era roubada A sua boa fé era furada
Se na garupa ou no volante Sei que fiz esse flagrante Desse cara petulante Que no crime não é estreante Foi lavrado o flagrante Pelo crime de receptação Pois só com a polícia atuante Protegeremos a população
A fiança foi fixada E claro não foi paga E enquanto não vier a cutucada Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada
Já hoje aqui esteve pra testemunhá A vítima, meu quase chará Cuja felicidade do seu gargalho Nos fez compensar todo o trabalho
As diligências foram concluídas O inquérito me vem pra relatar Mas como nesta satélite acabamos de chegar E não trouxemos os modelos pra usar Resta-nos apenas inovar
Resolvi fazê-lo em poesia Pois carrego no peito a magia De quem ama a fantasia De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia
Assim seguimos em mais um plantão Esperando a próxima situação De terno, distintivo, pistola e caneta na mão No cumprimento da fé de nossa missão”
O fato tomou notoriedade, caiu nas redes sociais, onde os internautas opinavam em versos sobre a atitude da Autoridade Policial.
Sinceramente não vejo qualquer ofensa ao Código de Processo Penal, Constituição Federal, ou ao cidadão preso, apenas a narração do crime. Não obstante, paralelamente aos relatórios poéticos, circulam diversas sentenças poéticas exaradas por Juízes em processos criminais, que nem por isso deixam de ser válidas.
Os Corregedores certamente não apreciam a poesia. Deveriam elogiar o Delegado, por enriquecer os autos com requintes de arte, sem fugir dos reais acontecimentos.
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 01/05/2012 10:33 |
| |
| Categoria(s):
ARTE |
| Tags: Arte, Relatório, Versos |
|
| |
|
| |
|
| Tapando o Sol com a Peneira |
| |
Estou impressionado com os acontecimentos e com as "novidades" divulgadas pelo Ministério Público Estadual aos quatro cantos do Rio Grande.
Um relatório muito consistente. Quanto trabalharam para chegar aos surpreendentes números?
A propósito, quandos dias um cidadão gaúcho tem que aguardar na fila para ser atendido pelo MP. - Vamos agendar para...
A Polícia Civil Gaúcha senhores, ao contrário do que tentam apregoar, tem trabalhado muito além do horário que lhes é pago. Um Policial Civil gaúcho hoje, praticamente tem que fazer trës coisas ao mesmo tempo, ou sua Delegacia simplesmente desaba.
Gostaria de saber se a imprensa já visitou o centro de tratamento psicológico na capital para Policiais Civis que entraram em conflito mental pela exacerbada demanda que lhes é atribuída. É ali mesmo, bem próximo dos microfones da RBS e provavelmente às portas de vários prédios do Ministério Público.
Como é fácil formar opinião pública hoje em dia. É só jogar aquilo no ventilador não é?
Vamos ser realistas caros leitores, pois não quero passar por mentiroso. Há quanto tempo estamos tentando revelar o que está acontecendo na Polícia Civil Gaúcha. Não sabem? Pois vou refrescar-lhes a memória: Basta acessar http://pressi.pol.blog.br/?q=gest%E3o.
Como podem ver, a tragédia já estava anunciada. Só os Promotores não sabiam, quem sabem eles não leram o meu artigo "A Gestão Pública é Ineficaz". Dispararam farpas na Polícia que sequer tem profissionais suficientes para investigar 30 % dos crimes comunicados em ocorrências nas Delegacias do Rio Grande do Sul. E ainda eles querem que os Delegados instaurem procedimentos para todos os crimes, embora não tenham nenhum indício de autoria, do tipo furto de bicicletas, butijão de gás, aparelho de som portátil toca-fitas, etc, em vez de filtrar e investigar os mais graves. Não me surpreenderia se alguém me dissesse que alguns dos emitentes do bombástico relatório, teria uma frustação pessoal por ter rodado em algum concurso para Delegado de Polícia.
Senhores, não vamos enganar a nós mesmos. O cidadão não quer assistir queda de braço e nem disputa de beleza, precisamos sim atacar a raiz dos problemas. Quem deve ser criticado ou cobrado? - Vou responder, e para dar essa resposta não preciso ficar dois, três ou quatro anos estudando e fazendo cursinho para passar para o cargo de Promotor, basta abrir os olhos, enchergar a realidade: Temos que cobrar de quem arrecada nossos tributos.
O Governo do Estado atualmente está formando uma turma de Policiais Civis. Vocês sabiam que essa turma mal dá para cobrir as vagas dos policiais que se aposentaram recentemente. Os senhores, Promotores, sabiam disso? Não estou criticando somente o governo atual, afinal é um Governo de atitudes. O efetivo começou a ser reduzido no início do século, a partir do ano de 2000 e nunca mais aumentou, mesmo com o aumento das ocorrências policiais, da população e da arrecadação no cofre público estadual.
Ouvi alguém tentando ensinar um Delegado da capital a distribuir corretamente os policiais da DP. Pois eu desafio esse cidadão a fazer uma visita na Delegacia de Tenente Portela, onde temos 600 Inquéritos Policiais em andamento, para tentar fazer uma mágica com a "super lotação" de quatro agentes.
Mas não apareça nos momentos bons, quando os quatro estão na DP, aí é barbada. Quero ver esse gênio distribuir os agentes quando um está de férias e um de licença saúde por exemplo como ocorreu recentemente, quando então ficam apenas dois. Desses dois um atende o público nas lavraturas de boletins de ocorrências e o outro? Ah o outro se transforma no Super-Homem, no Incrível Hulk, no Homem de Ferro, no Optimus Prime, no Homem-Aranha ou no Thor, ou no Deus Grego Ajax, ou Aquiles, ou Hércules, ou Teseu, ou quem sabe ainda no Rango. Uma vez transformado, ele investiga, intima, prende, faz oitivas, conclui Inquéritos, atende requisições do Ministério Público, formaliza a burocracia interna e de quebra, entre uma atividade e outra, organiza as armas apreendidas, verifica a manutenção das viaturas, realiza levantamentos em locais de crimes e faz a contabilidade mensal para informar a Diplanco sobre o número de ocorrências ocorridas no mês, os tipos de crimes, as armas apreendidas, a quantidade de homicídios tentados ou consumados, as prisões, a quantidade de drogas apreendidas, etc, etc, etc, etc.
E olha caros leitores, que proporcionalmente aos habitantes de cada município gaúcho, nossa DP ainda não é a pior do Estado em quantidade de efetivo, mas seguramente está entre elas. Por isso eu não posso silenciar, pois sei como um Policial Civil Gaúcho se doa na sua profissão e dessa forma não pode ficar exposto a publicações estrategicamente pensadas e direcionadas a objetivos bem diferentes de que eu e você meu caro leitor, podemos estar pensando.
Quem estamos enganando? |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 25/04/2012 00:42 |
| |
| Categoria(s):
Sociedade |
| Tags: Ministério Público, Polícia Civil |
|
| |
|
| |
|
| Humor - Leleco Portelense |
| |
Essa é para os noveleiros. Na atual novela das 21 horas da rede globo, Marcos Caruso interpreta o personagem Leleco.

Para os fãs do Leleco que gostariam de receber um autógrafo, existe uma alternativa bem próxima.

O Leleco Portelense reside no bairro Fries, o qual transformou-se na personalidade canina do bairro.

Segundo Eron(dono do Leleco), vamos ter que aumentar o tamanho da sua casinha para recebimento das fãs. |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 14/04/2012 20:43 |
| |
| Categoria(s):
Sem Categoria |
| Tags: |
|
| |
|
| |
|
| MISSÃO CUMPRIDA |
| |
Existem dois tipos de pessoas: Aquelas que assistem as coisas acontecerem na sua frente e ao seu redor. E aquelas que fazem as coisas acontecerem, que produzem mudança no mundo dos fatos.
Eu pertenço ao segundo grupo.
Em 13 edições fazendo parte da organização do campeonato de Futsal de Daltro Filho, transformamos um simples evento esportivo em algo nobre, algo modelo, de expressiva relevância no esporte regional. Traçando metas ano a ano, edição a edição, ultrapassamos fronteiras e centralizamos o melhor do futsal na região na comunidade do interior de Tenente Portela denominada Daltro Filho.
Isso não foi fácil, não chegou pronto. Vencemos muitos desafios em cada edição. Melhoramentos foram feitos dentro da evolução dos acontecimentos. O campeonato foi sofrendo adaptações ano a ano. O regulamento foi aplicado quando foi necessário. Os troféus e a premiação foram ascendendo a cada edição. Aos poucos a competição foi revestida de elegância.
Creio que alguns leitores julgam a minha avaliação de importância exagerada. Não me ofendo com isso. Cada um realmente tem o seu certo, a sua forma de pensar. Eu analiso como importante sim as atividades esportivas, pois o esporte de modo geral tem sido a porta de entrada para muito adolescentes para uma vida saudável, de reais perspectivas. Inclusão social, tecnicamente falando.
Particularmente, vejo no esporte uma forma de recuperar um indivíduo sem o uso da pistola, das algemas e do código penal. E assim, buscando a estabilidade de um ambiente alegre, sadio, com poucas injustiças sociais ou algo perto disso, que me envolvi tanto com o evento anual epigrafado.
Nesta tarde, durante reunião da Comissão Organizadora, apresentei minha decisão ao Presidente da Associação Esportiva e Recreativa Daltro Filho. Me afasto da organização do evento, mas talvez retorno entre as quatro linhas da quadra com a equipe Centro Físico Fitness na busca do título ainda não alcançado.
Levo comigo a lembrança de agradáveis horas de convívio com pessoas inteligentes e determinadas, ligadas diretamente com o sucesso do evento. Cresci dentro dessa Comissão pelos resultados atingidos com trabalho de equipe. Decisões em equipe. Nada isolado. Sem méritos isolados.
Aos que ficam na organização desejo sucesso, mas sugiro cautela. Um passo em falso pode comprometer boa parte do trabalho desenvolvido por mais de uma década.
Minha missão naquela localidade já foi cumprida. Vou em busca de novos desafios para minhas horas de folga. Não sei o que ainda, mas provavelmente alguma coisa ligada ao esporte.
Deixo meus agradecimentos a quem acreditou e até então tem investido no campeonato. Não saem todos contentes é óbvio, um ganha, um perde. Mas tenho percebido muito brilho nos olhos dos atletas que desfilam na quadra de esportes de Daltro Filho na defesa das cores de sua equipe nas inesquecíveis noites de rodada. |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 10/04/2012 19:00 |
| |
| Categoria(s):
Esportes, Sociedade |
| Tags: |
|
| |
|
| |
|
| Profissionais da Saúde |
| |
Para vocês, Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem do Hospital Santo Antônio de Tenente Portela, tenho um agradecimento a fazer pelo tratamento que recebi na recuperação após uma recente intervenção cirúrgica, e peço licença para fazê-lo em versos de poucas rimas eu sei, mas de muitas verdades.
Que se estenda a homenagem aos dedicados profissionais da saúde de todo Brasil.
I
Profissionalismo
Dedicação
Comprometimento
E uma boa dose de paciência.
II
É dia, é noite, é madrugada...
O galo já canta, mas prossegue a jornada.
Nobre profissão, valorosa função,
Integral responsabilidade.
III
Em sua mãos originam-se vidas...
Em suas mãos apagam-se vidas,
Quando não há mais nada a fazer.
Experimentam diariamente
Personagens de grandes intermediadores.
Na hora derradeira,
São os primeiros confortadores.
Anjos agindo na sua inconsciência...
IV
Por dias aqui estive.
Após o bisturi,
Por vocês fui cuidado.
No quarto 222 deste hospital fui medicado,
Cada dia me sentindo mais curado!
V
Os seus constantes sorrisos...
Suas constantes intervenções...
Seus permanentes ares de bom humor...
Algo que me impressionou,
Algo que me convenceu,
Que não foi só o medicameno que me curou.
VI
Por aqui muitos passam,
Muitos reclamam...
Poucos elogiam.
É porque na cultura da humanidade,
Poucos enxergam o que está oculto.
Falo de valores silenciosos:
Aqueles expressos em ações, atitudes...
E não em palanques e microfones.
VII
A fonte inesgotável de energia desses profissionais,
Certamente não é o salário
Ou uma eventual híper motivação da administração.
Mas sim o AMOR pela profissão!
Mesmo assim deveriam ser bem remunerados,
Por tratar da vida das pessoas todos os dias...
Todas as horas... Ininterruptamente...
Escrevi o original destes versos enquanto internado no quarto 222 do Hospital Santo Antônio em Tenente Portela, em 26 de março de 2012, porém a demanda dos homenajeados não permitiu que eu pudesse reuni-los para declamá-los de uma forma autêntica antes que eu desse alta no dia 27. Então, nesta tarde de 28, protocolei a poesia - se assim me permitem definir - junto àquela Casa de Saúde. E uma vez estando o original nas mãos daqueles profissionais, tomo a liberdade de fazer a reprodução neste espaço virtual.
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 28/03/2012 23:00 |
| |
| Categoria(s):
Saúde |
| Tags: enfermeiros, técnicos |
|
| |
|
| |
|
| Professores Ontem x Hoje |
| |
Bom dia caros internautas, é madrugada e me impressiona o alto nível de acesso a sites e blogs entre 00:00 e 05 horas, por isso vou contribuir com os leitores da madrugada e de outros horários também, tratando de um assunto que me despertou a atenção nesta semana, e certamente não somente a mim, pois o fato virou notícia.
Falo da manifestação do Vereador Lauro Brum, durante a Sessão na Câmara na última segunda-feira, sobre a displicência dos professores do século XXI no tocante ao envolvimento social além das quatro paredes da sala de aula: http://www.portelaonline.com.br/site/audio.php?id=11886.
Eu tenho estreitos laços com os professores em Tenente Portela e os meus leitores são testemunhas de que eventualmente tenho publicado artigos que envolvem a profissão, por isso peço licença para contrariar a manifestação do Vereador, citando alguns exemplos do envolvimento social dos professores em Tenente Portela:
Além de ser marido de professora, convivo frequentemente com os professores do educandário de Daltro Filho, onde em conjunto com aquela escola, a Associação Esportiva realiza um dos maiores e mais elegantes campeonatos de futsal da região, altamente reconhecido nos quatro cantos da região celeiro, atividade social relevante na área do esporte regional realizada em horário não previsto nas atividades do Educandário e por isso sem remuneração. Também acompanho frequentemente as atividades da Escola Sepé Tiarajú, por uma questão natural, que é onde meu filho estuda.
Vejam senhores que nos contatos com esses profissionais, tenho sido testemunha ocular de professores aplicados na constante busca do aperfeiçoamento das atividades, em especial na busca de alternativas para o enfrentamento do vilão do século dentro das escolas, que é a perda de valores de parte dos nossos jovens e adolescentes. “Naquele tempo” em que se referiu o Vereador, não existia filho e nem aluno mal educado. Existia austeridade, disciplina, respeito. O professor da época aplicava a aula dentro de uma normalidade aceitável.
Hoje o professor, além de dominar o conteúdo, tem que ser psicólogo, para poder suportar a “evolução” no comportamento dos alunos. Duvido que naquele tempo haveria a necessidade de ter que chamar a polícia na escola para auxiliar na contenção dos alunos mais liberais, como tem ocorrido cada vez com mais frequência nos grandes centros.
Neste aspecto, as principais atividades que presenciei foram eventos extraclasse desenvolvidos pela Escola Sepé Tiarajú na busca da aproximação dos elementos Escola x Alunos x Pais, com vistas também a envolver os pais - ou lembrá-los - nas responsabilidades no aprendizado e formação da personalidade dos filhos. Acompanhei a disponibização pela mesma escola de alternativas artísticas e de lazer oferecidas aos alunos, como forma de valorização e de manifestação da personalidade, com vistas a um objetivo maior: a formação integral do educando.
Acompanhei na imprensa que a Escola Cléia Salete Dalberto está na lista dos cinco educandários da rede estadual que irão participar da 39ª edição do projeto “Deputado por um dia”, promovido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa. Não acredito que essa oportunidade caiu de para quedas. Certamente houve a iniciativa dos professores locais em participar desse projeto.
Conheço muitos professores e como sou assíduo frequentador de eventos, tenho visto muitos deles envolvidos em Diretorias de Entidades, Comunidades e Igrejas.
Paro aqui com os exemplos, porque teria que escrever um livro.
Nos contatos que tive, em raras vezes presenciei professores reclamando de salário, pois até esse preparo profissional eles possuem, de tratar de assuntos da natureza da classe em momento e local adequados - aliás como muito bem falou sobre isso a professora Marlene Staub, em artigo publicado em Blog Papo de Prof com o título Recomeçar olhando em frente, sempre!-.
O curioso é que mesmo em local adequado, no caso um pedido de moção de apoio junto ao Poder Legislativo Municipal às reinvidicações salariais da categoria, são duramente criticados por um Vereador que passou pela mão de muitos professores, com certeza muito deles mal assalariados, o que não impediu o mesmo de ter a formação suficiente para ser um profissional atuante na OAB local, e ainda ser eleito Vereador por mais de uma Legislatura em Tenente Portela.
Lauro foi claro no início do discurso, dizendo que iria ser sincero e dizer o que pensava sobre o assunto, ou seja, não se enganou, não disse o que não queria, disse o que ele realmente pensava, simples assim. E eu como crítico que sou, não acho que ele está errado em dizer o que pensa publicamente, pois atitudes assim demonstram nobreza de caráter. O gol contra do Vereador porém ocorreu na generalização sobre a suposta ocultação social de nossos mestres.
Devemos ser maduros o suficiente para saber que em qualquer profissão, seja no Magistério, na Segurança Pública, na Saúde, na OAB, na Política, etc, etc, existem os “moitas”, os “oportunistas”. Assim sempre foi, assim sempre será daqui até a China, porém ao mesmo tempo sabemos que eles são a minoria de modo que não conseguem poluir o ambiente a que pertencem, e acabam se destruíndo com o próprio veneno.
“Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.” Paulo Freire.
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 17/03/2012 02:25 |
| |
| Categoria(s):
Educação, Sociedade |
| Tags: Professor |
|
| |
|
| |
|
| Um Professor a menos, Um Delinquente a mais |
| |
Recebi de um amigo a mensagem abaixo e a publico pelo emocionado e interessante desabafo de um educador, pois parece exemplificar situações que muitos professores passam em salas de aula em todo Brasil. A carta foi encaminhada pelo autor ao Jornal Correio do Povo de Porto Alegre em 16 de Julho de 2011, por isso alguns números poderão estar desatualizados.
Triste história de um Professor
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, "pela entrada do inverno", resolveu também ir á aula uma daquelas "alunas-turista" que aparecem vez por outra para "fazer uma social".
Para rever os conhecidos.
Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a "estudante" quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (???) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES
Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela ?Academia Brasileira de Letras"...
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da "Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.
Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um "ACT" ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00? Moral da história: Os professores ganham pouco, porque ?só servem para nos ensinar coisas inúteis? como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00......................para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus "bajuladores" apaniguados naquela manobrinha conhecida do "por fora vazenildo"!).
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 04/03/2012 23:19 |
| |
| Categoria(s):
Educação, Sociedade |
| Tags: Professor |
|
| |
|
| |
|
| Política Local - Pouca Criatividade |
| |
Estive numa festa esportiva neste domingo e aí vi novas personalidades presentes no evento. Aí lembrei que há quatro anos as mesmas pessoas também estavam no evento antes organizado.

Aparentemente o principal trunfo dos nosso pretensos candidatos é aparecer em público nos últimos seis meses que antecedem a eleição, pagar uma cervejinha para os eleitores, estreitar os laços.
Eu fico imaginando se hoje em dia ainda possuímos eleitores que se emocionam com essas visitas de última hora a ponto de comprometer seu voto. Seria muita injustiça com aqueles candidatos que já andaram kilômetros, ajudaram as comunidades ininterruptamente, independente da época eleitoral.
Eu fico com pena de nós, eleitores de cidades pequenas, que corremos o risco de nos submetermos a decidir nossos votos, manipulados por ardis candidatos, frutos da eventual deselegância cultural de políticas locais, ao invés de votarmos seguros pela criação de grandes projetos, de grandes resultados, que causam mudança na vida das pessoas, que servem de exemplo a nível regional, estadual ou até nacional quem sabe.
Dinheiro tem bastante, basta viajar a Porto Alegre ou a Brasília, é tranquilo, mas isso não basta, precisamos de idéias, pensadores, precisamos enchergar lá na frente e não só embaixo do nosso nariz.
De qualquer sorte candidatos, não desaprovo suas presenças nos eventos, aliás seu dinheiro ou de seu partido é muito bem vindo nos caixas das comunidades, e eu afirmo isso porque há muito anos integro a Diretoria de uma comunidade do interior do município. A diferença é que talvez esse comportamento não reflitirá nas urnas como antigamente, pois o eleitor está mais atento, "está vigilante", como diria um amigo meu. |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 27/02/2012 00:16 |
| |
| Categoria(s):
Política |
| Tags: Eleição |
|
| |
|
| |
|
| REPRESÁLIA |
| |
Abro um parênteses para esclarecer sobre o raqueamento da senha da minha conta de e-mail valmirpressi@ibest.com.br. O problema foi solucionado na tarde de hoje(06-02), quando tomei conhecimento da irregularidade, por isso peço que se algum destinatário recebeu mensagens suspeitas, me avisem de alguma forma, para somar aos documentos já existentes no Inquérito Policial instaurado para apurar os fatos.
O fato é represália. O que ainda não está claro é se decorreu dos recentes trabalhos desempenhados pela polícia civil no município, ou de algum artigo publicado neste espaço virtual, o que deverá ser esclarecido na instrução do inquérito.
Grato a todos. |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 06/02/2012 22:59 |
| |
| Categoria(s):
Sem Categoria |
| Tags: |
|
| |
|
| |
|
| A Prática Regular de Exercícios Físicos |
| |
A exemplo do mês de Julho de 2010, quando publiquei o artigo SAÚDE (01) x (00) SEDENTARISMO, volto a sugerir mudança de hábito para nossos portelenses e parabenizo os que já tem essa rotina.
Muitas pessoas de nosso município vão em academias, caminham nas praças, jogam futebol, enfim, praticam alguma atividade física regularmente, mas ainda está muito aquém de uma média considerada aceitável. Os praticantes não devem ultrapassar os 10 % dos munícipes que possuem idade apta ao exercício no nosso município.

Cálculo simulado: vamos partir do pressuposto que em Portela 8.000 pessoas possuam entre 15 e 70 anos - não tenho esses dados, mas acredito que não está longe disso -. Para atingirmos um percentual de pelo menos 10 %, teríamos que ter uma média de 800 pessoas que praticassem exercícios regularmente. Definitivamente isso não acontece(excluíndo as atividades obrigatórias em aulas de educação físicas nas escolas).
O fato aqui não é uma particularidade isolada. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela que a população atual gasta bem menos calorias por dia do que gastava há cem anos(Fonte: Zero Hora de 07/01/2012). Segundo a pesquisa, 70 % dos adultos não praticam atividades físicas regulares.
A mesma matéria que foi publicada com o título Fugindo do Sedentarismo, classifica as inúmeras vantagens decorrentes da prática regular de exercícios, bem como enumera as conseqüências da falta desse hábito.
Para freqüentar uma academia em Tenente Portela, gasta-se mensalmente o equivalente a 10 garrafas de cervejas - preço vendido em bares ou eventos -. Muitos jovens e adultos ingerem muito mais que dez cervejas mensais e não praticam exercícios físicos regularmente.
Nossa cidade está bem servida de academias e eu cito uma delas: o Centro Físico Fitness(www.clicacademia.com.br). Equipamentos modernos e arrojados, esteiras profissionais e professores qualificados fazem do lugar um seguro e agradável ambiente para praticar exercícios.
Ousados investimentos beneficiam os alunos de Tenente Portela e micro-região que fazem parte da família Físico Fitness.

Como exemplo destaco as esteiras, que se constituem nos cartões de boas vindas aos alunos. Trata-se de esteiras profissionais de alta performance, com lonas largas, motores 2 Hp, velocidade 18 km p/ hora e com amortecedores de impacto, protegendo as articulações dos usuários. Possuem painéis digitais que transmitem as informações necessárias (batimentos, velocidade, distância, gasto calórico) durante os treinos. São absolutamente silenciosas.
As academias são apenas uma opção entre diversas formas acessíveis para a prática de exercícios, mas para isso acontecer é necessário atitude.
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 14/01/2012 02:41 |
| |
| Categoria(s):
Saúde |
| Tags: Exercícios Físicos |
|
| |
|
| |
|
| Mensagem de Final de Ano |
| |
Minhas saudações aos internautas.
Findando o ano, nada melhor do que uma profunda reflexão sobre nosso comportamento, nossos erros, nossos acertos, nossas críticas, elogios, demonstração de amor e carinho emprestada aos familiares e amigos.
Será que:
Me importei com os acontecimentos ao meu redor?
Tentei melhorar a minha relação pessoal e familiar?
Tentei melhorar meu ambiente profissional?
Pelo menos tentei ser um profissional a altura da expectativa das pessoas que dependem de alguma forma do meu trabalho?
Tentei pagar minhas dívidas?
Ou será que passei o ano reclamando do Governo, do patrão, do salário e das pessoas que de alguma forma tentaram me abrir os olhos para a realidade?
Ou busquei uma "saida" para os meus problemas no álcool ou nas drogas?
Pois bem senhores, existem muitas interpretações sobre nossa existência e uma das que eu faço é de que as pessoas às vezes estão em algum lugar por alguma razão previamente estabelecida, coisas do destino. Se nós nascemos com dons ou alguma espécie de habilidade, temos uma relativa obrigação em cumprir alguma tarefa que importe no melhoramento da vida das pessoas. A vida nos ensina e nos transmite sinais sobre o momento e quais as atitudes que devemos tomar. Não podemos perpetuar o uso do escudo do medo, da vergonha ou do complexo de inferioridade para deixar de fazer as coisas. Temos que sair dos bastidores e enfrentar os monstros que são construídos pela nossa própria imaginação.
Eu tenho tentado semear algo de positivo desde 2010, quando criei este diário virtual denominado blog. Não ganho para escrever e não é minha atividade profissional, mas acho relativamente interessante essa interação. Poderia atualizar artigos mais frequentemente, porém para isso teria que me furtar à convivência familiar para ficar no computador, o que tenho evitado ou pelo menos dosado.
Paulo Santana começou a educar a escrita aos 11 anos, quando o pároco da Capela Sagrado Coração de Jesus, no Partenon/capital, nomeou-o secretário da ação católica infanto juvenil, incumbindo-o de lavrar as atas das reuniões. Aperfeiçoou o vocabulário ao 24 anos de idade quando assumiu o cargo de Escrivão de Polícia em Tapes, até os 27. O renomado colunista devora livros, em especial de poetas.
Diversamente ao comportamento do ilustre colunista, não leio nada, aliás peguei o zero hora de ontem 27-12, e só li a sua coluna(de Paulo Santana) e depois larguei o jornal. No ensino médio não li mais que dois livros de literatura. Na faculdade me disseram: Para ser um bom Advogado, tem que ler o Príncipe Maquiavel. Li algumas páginas e percebi que o tal era na verdade o senhor do egocentrismo. Larguei o livro naquele momento.
Por isso meus amigos que fico devendo a publicação de artigos considerados pela crítica como algo aceitável, mas mesmo assim, com a pouca cultura que tenho, me sinto bem em no mínimo produzir um pensamento em algum dos leitores.
Penso em aprimorar meus conhecimentos no ano vindouro, ler alguns livros, apurar o vocabulário.
Enquanto isso só tenho a desejar boas expectativas de superação dos problemas(eles sempre aparecem) em 2012, e sucesso em qualquer coisa, seja na vida pessoal, profissional, das coisas mais simples as mais complexas. Os desafios virão e a estrutura espiritual de cada um é que definirá o resultado da batalha.
"A escada evolutiva parece um tanto dolorosa, mas a medida que vamos galgando degrau por degrau, nossa condição espiritual vai se tornando cada vez mais estruturada".(Autor desconhecido).
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 28/12/2011 00:23 |
| |
| Categoria(s):
Sociedade |
| Tags: Mensagem |
|
| |
|
| |
|
| A Velhinha Fofoqueira |
| |
Pérolas de cidades pequenas, onde todo mundo sabe a vida de todo o mundo e a fofoca corre solta.
Num julgamento numa pacata cidade do Rio Grande do Norte, o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade bem avançada.
Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:
-Dona Genoveva, a senhora me conhece, sabe quem sou eu e o que faço?
- Claro que eu o conheço, ! Eu o conheci bebê. Só chorava, e francamente, você me decepcionou.. Você mente, você trai sua mulher, você manipula as pessoas, você espalha boatos e adora fofocas.. Você acha que é influente e respeitado na Cidade, quando na realidade você é apenas um coitado. Nem sabe que a filha esta grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu o conheço! Claro que conheço!
O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, ele aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:
- E o advogado de defesa, a senhora o conhece?
A velhinha responde imediatamente:
- O Robertinho? É Claro que eu o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saia, a mãe ia pra algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra e sempre quer dar lição de moral nos outros sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os 4 processos em que atuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... com o mecânico!!!
Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado perto dele, se debruça na bancada e fala baixinho aos dois:
'Se algum de vocês perguntar a esta velha filha da puta se ela me conhece, vai sair desta sala preso..... Fui claro???
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 14/12/2011 22:29 |
| |
| Categoria(s):
Humor |
| Tags: Piada |
|
| |
|
| |
|
| Liberdade de Expressão |
| |
“Pessoa”, “pai.”, “eu”, “justiça2”, “para pensar”, “mas que bah”, “vida”, “fato”, “justiça”, “alguém 2”, “indignação”, “alguém”, “pedrinho da pedra”, “lu”, “T.J”, "portelense", "sem nome", "cidadão", "olheiro", "sir" e outros tantos.
Constituição Federal, artigo 5º, inciso IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.
Onde foi que Legislador errou ao criar o inciso acima referido? - Não errou, porque o inciso é perfeito. O que está errado é a interpretação das pessoas, quando não sabem o que significa anonimato.
Acompanhando a notícia do site portelaonline.com.br com o título Tenente Portela: Condenado por tráfico de drogas é recolhido ao presídio, além de outras do mesmo site, verifica-se que está expressa essa interpretação, quando são publicados comentários anônimos com muita naturalidade.
Não se trata de exclusividade de comportamento do Portela On Line. Outros também publicam. Segundo Sandro Medeiros, Diretor do Portela On Line, com quem mantenho um bom relacionamento - mas nem por isso tenho que compactuar com as idéias propostas pelo site, aliás tenho dito isso diversas vezes para ele -, o veículo de comunicação busca a interatividade com os leitores. Interatividade? Mas e por que não revestir de elegância a interatividade exigindo a identificação ou simplesmente não publicar os comentários anônimos?
Vejam caros leitores que os comentários até são interessantes, há posições diferentes sobre os assuntos, o que demonstra que nosso leitor é culto, ou tem um interesse a defender, ou que tem conhecimento da matéria divulgada, mas então o que faz o autor do comentário não se identificar? – Medo da Resposta? - Vergonha? – Ou não possuem culhão para assinar ????????????
Veículos de imprensa mais cautelosos não publicam comentários anônimos, mas mesmo assim permitem sua identificação parcial. Essa identificação obviamente que pode ser mascarada: “Maria”, “João”, etc. e tal.
Qual é a diferença? Numa eventual ação indenizatória o veículo de comunicação que lançar o nome do autor do comentário, embora nome parcial, poderá se isentar do processo ou suas consequências, enquanto o que publica comentários anônimos está assinando uma sentença condenatória em cada comentário que gere prejuízos morais de qualquer natureza à qualquer cidadão.
A imprensa tem um poder e influência muito forte nos dias atuais, onde a informação via internet é instantânea e nesse ínterim, salvo melhor juízo, deve ser multiplicada a responsabilidade dos Diretores e proprietários de veículos de imprensa no tocante ao que publicam. Neste aspecto vou citar apenas um parágrafo do excelente artigo publicado no Blog do Diretório Acadêmico de Direito da Uri/FW(http://daduri.pol.blog.br/) em 06-06-2010, postado pela estudante de Direito e Bacharel em Jornalismo Liara Scolari Casarin, com o título: O JULGAMENTO ANTECIPADO DA MÍDIA.
"O Código de Ética Jornalística informa que os meios de comunicação são obrigados a divulgar informações precisas e corretas da notícia, pautada pela real ocorrência dos fatos, tendo por finalidade o interesse social e coletivo. Contudo, muitas vezes o que ocorre é a superexposição dos casos em busca de maiores índices de audiência e tiragem panfletária. Puro sensacionalismo (Estilo jornalístico caracterizado por intencional exagero da importância de um acontecimento, na divulgação e exploração de uma matéria, de modo a emocionar ou escandalizar o público), espetacularização da notícia, audiência fácil e repercussão garantida. O público das mídias absorve o espetáculo promovido e esta, se aproveita de casos que sempre rendem audiência, muitas vezes modificando dados e detalhes, acrescentando uma narrativa romântica, explorando imagens marcantes, tornando o caso um verdadeiro romance policial".
Embora o teor do artigo referido não é o mesmo tema abordado por este blogueiro, a inspiração para as atitudes dos meios de comunicação são parecidas. Literalmente está sendo rasgada a Constituição Federal.
Está aí uma boa hora para o Ministério Público começar a intervir nos excessos que possam causar um desequilíbrio social e injustiça a muitos cidadãos.
Esta feita minha crítica e estou aberto a opiniões divergentes. |
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 08/12/2011 10:08 |
| |
| Categoria(s):
Sociedade |
| Tags: Imprensa |
|
| |
|
| |
|
| "Vão Levar Dez Anos Para Aprender a Pegar a Senha" |
| |
Estava eu no dia 29 de Novembro às 13h58min, num dos caixas do Banco do Brasil de Tenente Portela. Antes disso porém, ocupei dois minutos do meu tempo tentando tirar a senha no saguão. Ao retirar a senha, interrompi o atendimento da estagiária no auxílio aos correntistas nos depósitos nos caixas eletrônicos para perguntar se estava correta, porém ela me informou que para ir ao caixa a senha era outra. Fui lá de novo, então felizmente acertei a senha, entrei no banco e fui atendido. Mas estava eu lá no caixa, quando "sem querer querendo", como diria o Chaves, escutei o atendimento do caixa ao lado. Chegaram dois senhores que aparentavam ser do interior, aparentavam ainda não ter muita instrução, e não tinham a senha para serem atendidos. Aí a caixa orientou: senhores, vocês tem que pegar a senha lá no saguão para serem atendidos. Deram meia volta os senhores e se dirigiam ao saguão e eu ainda estava no caixa ao lado, quando a caixa que atendera os senhores humildes lá do interior, discretamente esbrajevou: "VÃO LEVAR DEZ ANOS PARA APRENDER A PEGAR A SENHA".
Caros leitores, vou repetir o que eu ouvi porque realmente é algo surpreendente vindo de um funcionário do próprio banco: "VÃO LEVAR DEZ ANOS PARA APRENDER A PEGAR A SENHA". Senti um calafrio que passou por toda a minha espinha, pois não estava acreditando no que estava escutando.
Vejam senhores que tratamento é fornecido aos nossos portelenses. Olha só, com todo o conhecimento que tenho de acessar sistemas via senhas, pois devido ao meu trabalho na Polícia Judiciária são práticas diárias, ainda assim emiti a senha errada e só não entrei no banco com ela, porque grosseiramente interrompi o atendimento da estagiária a outros clientes que efetuavam depósitos. Então como é que as pessoas que não tem intimidades com teclados vão ter sucesso no atendimento. Aliás, se naquele momento a própria funcionária do banco admitiu que os clientes do banco não vão aprender, certamente não foram aqueles os primeiros que chagaram no seu caixa sem senha ou com senha errada.
Vamos e viemos caros leitores, quem o Banco do Brasil quer tratar bem? Teria o Banco do Brasil interesse em um público específico? Será que eu e aqueles agricultores somos uns idiotas cujos serviços ofertados pela referida instituição financeira é algo que "Não nos pertence mais". Não sei, o que eu sei é que o circo está armado e já tem nome e os palhaços da vez são as pessoas menos instruídas e por isso cada vez mais excluídas socialmente.
Do Gerente não adianta nem reclamar, porque as pessoas já chegam na sua mesa com a senha para atendimento específico e por isso duvido que saiba o que acontece no próprio banco que gerencia, até porque se soubesse, porque não tomaria providências? Querem colocar em Portela um atendimento eletrônico e sofisticado por demais, possivelmente seguindo normas do Banco Central, mas esquecem de criar mecanismos de adaptação dos usuários.
Já estou escutando: - "Temos estagiárias para orientar os clientes". Tudo bem, então contratem um(a) estagiário(a) específica para a máquina das senhas, não por mim, porque eu só apareço por lá umas trës vez por ano e olhe lá, mas para quem realmente precisa, aqueles que gastam os trocadinhos do mês tomando um ônibus para chegar na cidade, ir ao Banco do Brasil encaminhar um pronaf ou algo do tipo, fazer um depósito, um retirada ou quem sabe apenas tomar conhecimento dos programas financeiros do Governo Federal que podem ter acesso, e são recebidos com um TAPA NA CARA. Ou será que o Banco do Brasil não tem dinheiro para contratar mais um(a) estagiário(a).
Sei meus leitores que o acontecimento epigrafado são coisas pequenas, mas eu queria ver se fosse com seu pai, sua mãe, enfim, alguém do seu convívio que fosse recebido num banco dessa maneira, se iriam pensar assim. Não obstante, quem garante que fatos assim não são comuns em todo Brasil?
Mas reiterando: O Banco do Brasil deseja um público alvo específico? Sem problema meu caro Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, mas pelo menos tenha a dignidade de trocar de nome, porque Brasil meu amigo, é a palavra que mais tem significado no mundo nos dias de Hoje, e não pode ser desprezada por acontecimentos degradantes desta natureza e por isso as agências com esse tipo de comportamento merecem ser chamadas de bancos tão somente e não de Banco do Brasil.
E tenho dito.
|
| |
| Escrito por:Valmir Pressi - 01/12/2011 00:30 |
| |
| Categoria(s):
Sociedade |
| Tags: Banco do Brasil, senhas |
|
| |
|
| |
|
|